Literalmente, sex machine

maiopm472008 13, 2008

            A estudante JennyLC Chowdhury recebeu como tarefa de seu curso reproduzir um controle inspirado no clássico game Pong. A premissa do exercício era ter um controle que comandasse um jogo onde a tela seria dividida ao meio, com o responsável pelo lado esquerdo da tela e outro pelo lado direito, assim como Pong, que era jogado contra a máquina.

             Essa era a base do exercício, porém foi dado à aluna total liberdade para criar o conceito do jogo. Então a moça que era fã de jogos como Guitar Hero, Dance Dance Revolution e Wii, onde há possibilidade de interação jogador/jogo, teve a idéia de criar algo que também fosse interativo.

              Jenny começou a pesquisar sobre jogos e se deparou com um fenômeno chamado por ela de “Gamer Widowhood”. A Irmandade das Viúvas de Gamers é uma comunidade de mulheres que foram trocadas por consoles ou jogos de vídeo games. Elas se reúnem para dar apoio uma as outras e tentar solucionar o abandono de seus maridos e namorados fanáticos por vídeo games. O Texto “Confessions of a video game widow” de Fran Hortop foi a gota dagua que Jenny precisava para fazer algo a respeito das mulheres traídas por vídeo game.

              No texto Fran alerta a todas as mulheres que o relacionamento namorado/vídeo game começa inocentemente. Primeiro é um console com um jogo, onde ele joga nas horas vagas ou quando dá tempo. Depois os números de jogos aumentam, seguido pelo número de consoles, aí vem mais uma televisão e quando você se depara está cercada por fios, jogos, consoles e só encontra seu namorado na cama depois que ele passou o dia todo com a outra o vídeo game.

              Jenny então deve ter pensado “Esses homens não vão largar os jogos, mas também não podem largar suas namoradas, como posso resolver esse problema?” e assim nasceu o “Intimate Controllers”, traduzindo, “Controles Íntimos.” A definição pela criadora: Uma plataforma onde o game é jogado por casais tocando um ao outro. Os controles são um sutiã para a jogadora, e uma cueca estilo boxer para o jogador. Cada controle possui seis sensores que são localizados nas peças de roupa em diferentes “graus de intimidade”. Os jogadores precisam passar de fase juntos se quiserem que a próxima fase fique mais caliente.

 

          O objetivo do jogo é criar uma maior interação entre o casal sem ter que deixar o vídeo-game de lado. Jenny, no entanto alerta que o jogo não visa resolver o problema das viúvas, mas sim criar um jogo onde os dois possam jogar juntos. O jogo funciona no estilo de Guitar Hero, onde os botões, no caso os sensores, deverão ser apalpados no momento em que aparecerem na tela.

            Minha opinião sincera sobre o assunto? Essas mulheres estão reclamando de barriga cheia. É tão difícil arranjar um companheiro que seja fanático por vídeo-games e as que encontram se sentem traídas por consoles. Eu até compreendo que certos jogos realmente são impossíveis de parar de jogar, e aí o ciúmes até tem uma justificativa, mas se o seu namorado prefere jogar Endless Ocean ao invés de passar um tempo namorando, sinto muito mas o problema não é o vício dele por jogos, ele só está criando desculpas.

              Será que os namorados gamers são mesmo tão “frouxos” assim a ponto de precisar de um joguinho para serem estimulados a largar o vídeo-game? A maior locadora de games do Reino Unido, a Gametart, realizou uma pesquisa para saber da vida sexual dos seus clientes, em especial as jogadoras. As meninas que jogam vídeo-games entram em ação com seus companheiros pelo menos uma vez a mais por semana do que as meninas que não jogam nada. Se as meninas conseguem consolidar vício/namoro aposto que os garotos também.

            E tem mais, eu acho que gamers/nerds dão excelentes namorados. A Wired fez uma lista chamada “The 10 Real Reasons Why Geeks Make Better Lovers”, “Os dez reais motivos pelo qual os geeks são os melhores amantes”, onde existem itens como “Geeks gostam de interpretar personagens.” e “Geeks fazem as coisas até o final.”

Uma outra lista, enumera os motivos “Porque geeks são um bom partido”:

1) Geeks não traem. – Além de saberem que a grama apenas parece ser mais verde do outro lado, eles não possuem uma boa capacidade de se sociabilizar com outras pessoas para arranjar um caso.

2) Geeks valorizam suas parceiras. – Provavelmente você será a primeira pessoa com quem ele terá um relacionamento sério, e por esse motivo será muito bem tratada. O geek sabe que não há muitas outras opções de companheira para ele, e francamente ele nem sabe como é que está em um relacionamento com a pessoa com quem ele está.

3) Geeks não tem hábitos de relacionamentos formados. – Geeks provavelmente não possuem um passado amoroso, então tudo que vocês fizerem juntos será novidade, sendo possível moldar os hábitos do relacionamento de vocês, já que ele não terá base para comparar.

4) Geeks são bons nas coisas que eles experimentam fazer. – Todos sabem que Geeks possuem habilidades e se esforçam para serem os melhores nelas, seja xadrez, vídeo games etc, então ele não irá desistir enquanto não tornar o relacionamento em que ele está o melhor.

5) Geeks não estão interessados em status. – Geeks são Geeks porque escolheram passar o tempo fazendo coisas que não os tornariam exatamente populares (como jogar vídeo game). Isso significa que o Geek está mais interessado em fazer sua parceira feliz do que ser bem visto pelos outros, por exemplo.

6) Geeks tem imaginação. – Use a sua imaginação.

7) Geeks são felizes e bem sucedidos em sua área de atuação. – Geeks geralmente gostam de seus trabalhos e são bons nisso, evitando o stress no relacionamento das pessoas que não gostam de seus empregos e descontam em seus parceiros.

8) Geeks são analíticos. – Se eles não acertam da primeira vez que fizeram, olham o que fizeram de errado, tentam mudar e resolver o problema. E eles tentam até conseguirem fazer certo. E uma vez que conseguem acertar, continuam buscando melhorias. (Todo mundo sabe que gamers são assim.).

9) Geeks conseguem se concentrar. – Geeks colocam total foco na tarefa que lhes fora designada. Alguém já viu um Gamer de verdade “piscar” até conseguir passar daquela fase impossível? Pois é. No relacionamento é assim também.

10) Geeks são os melhores no que eles fazem. – Então eles tentam mais, e mais vezes e nunca param de tentar. Ou você já viu um gamer parar de jogar vídeo-game só porque ele sabe que pode terminar um jogo?

Tem uma outra lista bonitinha chamada “Dez razões do Geek ser um bom pai.” Para aquelas meninas que já estão com o pensamento mais em frente.

1)     Legos.

2)     Vídeo Games.

3)     Matemática.

4)     Você terá filhos inteligentes.

5)     Alguém que entenda de tecnologia.

6)     Projetos da feira de ciências.

7)     Alguém para montar os brinquedos.

8)     Gadgets.

9)     Ser inteligente é legal.

10)  Being idolized is good for your geek.

 

Viu Jenny, tem mais pessoas que concordam comigo que esses nerds que jogam vídeo game são um ótimo partido.

 

Outras listas:

Nerds mandam bem!
Para você que gosta de um nerd (geek)
Why Geeks Make Good Lovers
Motivos pelos quais Geeks são melhores amantes (tradução do de cima)Why Geeks and Nerds Are Worth It

Top 10 Reasons Why Geeks Make the Best Catch

Ten reasons why Geeks make good friends

Top ten reasons Geeks make good fathers

Ten reasons it isn’t always easy being married to a Geek

 

 

 

 

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Live and the city

abrpm412008 13, 2008

Mulheres sempre reclamam de como é difícil achar o cara ideal por aí. É inevitável escutar comentários sobre este tópico no metrô, no ônibus, na mesa ao lado, na fila do cinema ou em qualquer outro lugar, geralmente a frase usada é a mais clichê “Como em uma cidade do tamanho de São Paulo eu não consigo achar alguém?”, pois é, agora o que eu me pergunto é “Como em um universo do tamanho da Xbox Live eu não consigo achar alguém?”.

            Eu admito que para uma gamer os critérios de escolha para o “cara ideal” são mais específicos, mas não deveria ser tão difícil assim achar alguém que prefira passar os Domingos jogando Call Of Duty 4 do que ver a nova comédia romântica da Kate Hudson com o Matthew McConaughey (qualquer uma das seis que eles estrelam por ano). Alguém que tenha como primeiro encontro ideal ver a pré-estréia do lançamento da Marvel no cinema, ou ir à Fest Comix, que se mantenha em forma porque jogar Wii cansa, e que tenha uma banda de rock animal, no Rock Band.

            Falando nisso, todo mundo sabe que músicos possuem um charme natural, e quase todas as garotas se derretem quando o cara pega um violão e começa a tocar os três únicos acordes que ele sabe de todas as músicas do Jack Johnson, John Mayer e cantores do gênero. Também tenho um fraco por “músicos”, seja Guitar Hero ou Rock Band, quando vejo um expert, fico entusiasmada. Mas é sempre a mesma história, a gente termina a música, aparece no canto superior direito da tela “dragonmaster76 has sent you a message” e lá vou eu abrir esperançosa a mensagem e me deparo com “I have to go now, school day tomorow.” Tudo bem, eu deveria ter esperado por essa de novo, mas os brasileiros não ficam atrás, são sempre aquelas conversas em que você sabe que o “tato_timao” tem quinze anos, ou o “the_best_brazil” fala tão estranhamente que só pode estar usando um daqueles aparelhos de capacete.

            Onde estão os nerds que fogem do estereotipo? Ainda vou conhecer um cara porque acabei escutando acidentalmente ele falar que o Playstation 3 é melhor do que o Xbox 360 e iniciaremos um debate na mesa do bar, e depois de tantas horas de conversa ao invés de pedir meu telefone, irá pedir minha Gamertag. E no dia dos namorados, quando minhas amigas me mostrarem as jóias, flores, chocolates e bichinhos de pelúcia que elas ganharam, eu vou falar “meu namorado me deu 4000 gamerpoints no Marketplace, esse é pra casar.”

            Enquanto meu Master Chief não aparece, eu continuo fazendo ótimas amizades em comunidades, na Live, fóruns e ocasionalmente em barzinhos quando aparece um ou outro que vem conversar sobre Winning Eleven, enfim, a vida de qualquer solteira, não é?


Categoria: Games para garotas.

abrpm592008 13, 2008

Não é nenhuma novidade que garotas jogam video-game, inclusive o número de mulheres que jogam online na internet ultrapassou o de homens no Brasil e uma pesquisa realizada pela Entertainment Software Association “revelou” que 38% dos gamers americanos são mulheres.

Esse estudo também revelou o perfil das  jogadoras americanas, elas gostam de jogos casuais, jogam em média uma hora por dia, gostam de jogar em portáteis e de jogos sociais. Porém é muito raro achar jogadoras que gostem de games hardcore.

A pesquisa realizada também apontou que somente 12%  de profissionais que trabalham  com desenvolvimento de games são mulheres, e explicam que esse é um dos principais motivos para a falta de comprometimento com o mercado feminino quando se desenvolve um jogo.

Li em um site uma pergunta muito interessante: “O mercado de games não tenta atrair as mulheres por que elas não se interessam por games ou elas não se interessam porque o mercado não as atrai?”

Sempre que trago meus amigos em casa, todos se interessam de imediato pelo Rock Band e Guitar Hero que são jogos mais sociáveis e interativos, as meninas não se interessam nenhum pouco por jogos de outra categoria, muito menos os de tiro em primeira pessoa, e se formos ver os grandes títulos de games lançados são exatamente dessa categoria e existe um número massivo de jogos desse gênero no mercado, deixando poucas outras opções de títulos interessantes para o público feminino.

Existem jogos baseados em filmes e personagens de quadrinhos que se enquadram na categoria de estratégia e são mais populares com o público feminino, mas não são todas as gamers que acompanham as personagens dos HQs ou gostam desse gênero de filme, mas se houvessem mais jogos nessa linha temática, já haveriam mais opções para o público feminino.

Eu li em um blog a opinião de um homem sobre o porque da namorada dele não gostar de jogos de vídeo-game: “Faria sentido explicar que a maioria das mulheres não gosta de jogos por causa dessa “imersão exagerada” que elas sentem. Medo de morrer, pena de matar, tristeza por ver outro personagem morrendo, são sentimentos fortes demais em uma coisa que a sociedade considera coisa de criança. Pena de matar e remorso todos nós sentimos quando matamos um Colossi, medo de morrer nós temos quando encontramos o último save point faz 2 horas e eu me senti péssimo quando vi a Aeris morrer, agora parece que as mulheres sentem isso tudo elevado ao quadrado.”

Eu concordo que mulheres são mais sensíveis, porém o público-alvo feminino direcionado para games é diferenciado, não se pode generalizar a personalidade das mulheres, é necessário analisar garotas que possuem como hobby jogar video-game, com certeza elas são diferentes e tem gostos completamente distintos de garotas que não gostam de viceo-games e possuem outros hobbys. A garota que gosta de jogar está buscando ação, ela gosta de se entreter com aquilo, não é alguém que está jogando por tabela ou simplesmente para fazer companhia para quem está jogando.

Na hora de pensar em jogos para o público feminino, é necessário uma pesquisa com garotas que realmente saibam sobre o assunto, acompanhem revistas e sites do gênero, possuam um console ou joguem no PC, invistam em jogos e etc, essas sim são as garotas que jogam vídeo-game, não adianta nada ter uma perspectiva somente sobre “as mulheres” se elas nem se interessam por jogos.

O público feminino vem crescendo na indústria de games, acho que seria a hora de investir mais para saber o gosto das jogadoras, ver o que está faltando para que elas se interessem mais e invistam mais nesse mercado, ninguém aqui está pedindo uma série de jogos estrelada por Brad Pitt, Johnny Depp e cia (se bem que não seria má idéia), mas sim que haja mais opções de gêneros e estilos de jogos.